deixa-me arruinar
esse pedaço de furia
que fervilha
quando eu olho.
tragédia inopurtuna
vício inconstante
que me arrasta
e me despedaça o ventre
deixa-me repousar
na minha alucinação contínua
desta mente feita de luar
e cantos obscuros
mata-me este céu
que me invade os sentidos
e me afasta da vida
infinita miséria
que desprezo e repudio
e talvez depois
se calhar amanha
ou outro dia, quem sabe
eu vou acordar, de vez
ali contigo.

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